quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Ela é o caos


Ela é do tipo que só fica até o amanhecer se o porre foi tão grande que impossibilitou ela de ir embora, ou se a noite foi tão longa que virou dia. Dormir de conchinha é impensável, a não ser que esteja muito frio ou que ela esteja numa daquelas noites carentes. Dificilmente você a verá fazendo a limpa na balada ou festa, ela é contida, não necessita de alguém, mas acredite, quando ela quer, ela consegue. Ela é o terror das namoradas e se você namorar uma, evite grudar demais, evite se declarar demais, evite falar, ela é minuciosa e vai reparar no teu tom de voz se você aprontou ou não. Não apronte.

Possui um poder de argumentação fora do normal, quando não te convence com palavras apela para os teus sentidos, ela te convencerá a ir numa churrascaria se você for vegetariano e se você duvida, é porque você nunca a conheceu. Dificilmente deixa seus sentimentos transparecerem, ela é sombria e na escuridão ela faz seu show, com as luzes apagadas ela te mostra que não é preciso ser a primeira vista para se apaixonar.

Não tente prendê-la, ela gosta da liberdade, se tivesse asas voaria pelo mundo e não te deixaria nada além de saudade e uma vontade imensa de acompanha-la. Você pode até tentar, mas seu ritmo é acima do normal, é necessário prática, anos de vôo para poder talvez segui-la, mas novamente, fique longe, ela gosta de espaço. Normalmente dona de uma boca que mais parece um santuário irá te fazer duvidar da existência de Deus, porque esse ser, não pode ser criação divina. Ela é o caos.

Por ser o caos ela é um prato cheio de inspiração para os meus textos, se Cazuza quer a sorte de um amor tranquilo eu quero ser azarado, quero emoção, adrenalina, alguém como ela proporcionará as melhores histórias que podem ser escritas, provavelmente envolverá álcool, unhas e dentes. Por ser difícil dela ficar mais do que uma noite estar com ela é um desafio, e eu sempre gostei de desafios, não é por nada, mas monotonia me cansa, sempre fui o tipo de pessoa que deixava para tirar aquele 9,5 em matemática na última prova do ano, gosto da emoção e emoção é seu apelido. Ela é o caos e como eu amo isso.

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